Segundo Teatro '08 Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
Índice
Segundo Teatro '08
Reticências | Escudos Humanos
Animateatro | Valsa da Papoilas... a Sequela
Absurdo | Viver Apenas para Morrer
O Grito | Huit Clos (Sem Saída)
Lordes do Caos | Fernando... talvez Pessoa
Animateatro | Yerma
Grupo 373 | Os Olhos do Mundo e a Fortuna
Kalpa | O Canto da Rosa
Crinabel | Antes de Começar
Cateatro | A Porta do Medo
Byfurcação | Capuchinho Encarnado

O Grito | Huit Clos (Sem Saída)
7 de Julho | Floresta Center

Huit Clos (Sem Saída)
Huit Clos (Sem Saida)
"O Grito" é, no teatro vicentino, a forma específica de prevenir o público de que o espectáculo vai começar, uma versão lusa das "pancadas de Molière". Mas a denominação que escolhemos é também sinal de empenho num teatro que questiona e incomoda. Um teatro que não é "de intervenção" – fórmula sempre redutora – mas que se quer interventor. Para que, num mundo cada vez mais acrítico e conformista, o teatro possa ser ainda "o Grito".

Sinopse
Imagine um lugar do qual não possa escapar. Coloque-se nele ao lado das duas pessoas que mais o incomodam. Bem vindo ao inferno de Sartre.
O inferno de Sartre é uma parábola da vida. Um inferno diferente. Um inferno sem privacidade, nem noite, nem sono. Nele todos estão em eterna vigília. “O inferno são os outros”. Esta frase resume bem “Huis Clos”. É, sem dúvida, uma afirmação, hoje mais do que nunca, incómoda, mas talvez oportuna, numa sociedade crescentemente dominada pelos valores da imagem e da aparência.
Esta peça foi escrita por Jean-Paul Sartre em 1944, durante a ocupação nazi de Paris, mas os seus temas permanecem actuais. A velocidade da vida moderna, a ambiguidade moral, a busca hedonista, a vaidade social, são abordados de forma irónica e provocadora. Os personagens vão permanecer juntos por toda a eternidade e cada um revelar-se-á o inferno do outro. Neste microcosmos fica patente a falta de cumplicidade entre as pessoas, a dificuldade de se tentar entender o outro e conviver com as diferenças de cada ser humano. “Huis Clos” põe a nu a hipocrisia de uma sociedade onde cada um se baseia no próximo para se poder comparar, reconhecer ou competir, onde cada um projecta no outro toda uma carga de culpa, eximindo-se à responsabilidade própria.
O inferno experimentado pelos personagens prefigura o mundo contemporâneo, unificado pela tecnologia, imobilizado pelo pragmatismo e preso à monotonia da repetição massificadora. Talvez esta seja, por isso, uma boa altura para retornar a Sartre.

Ficha Técnica e Artística
  • Texto: Jean-Paul Sartre
  • Encenação e tradução: José Vaz
  • Elenco: Anabela Neves | João Vasco Henriques | Rui Silva | Vanessa Soares
  • Cenografia e luminotecnia: Jorge Xavier
  • Sonoplastia: Nuno Nascimento
  • Figurinos: José Vaz – São/Oficina dos Farrapos
  • Grafismo: Nuno Nascimento | Jorge Xavier
  • Caracterização: Graça Neves
  • Produção: Joana Nascimento


 
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