Os Meninos d'Avó recebem Paulo Brito e Abreu Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
30-Apr-2007
Paulo Brito e Abreu
Os Meninos d'Avó
No próximo dia 20 de Dezembro, 5ª feira, pelas 22h00, os Meninos d'Avó recebem uma vez mais novamente o poeta Paulo Brito e Abreu, desta feita no Café-Bar 2 ao Quadrado (atrás da estação CP de Sintra).
O autor de Uma Oração Portuguesa recitará poema seus dos últimos 30 anos. Paulo Brito e Abreu dedica a récita ao ecumenismo, ao desarmamento nuclear e às causas traídas do amor e da paz.


Paulo Brito e Abreu

Não, Paulo Brito e Abreu, nascido em 1960, não é um poeta português contemporâneo de Camões, nem um árcade, nem um discípulo de Antero de Quental. Não, definitivamente, está o cibernauta equivocado. O camonianismo estrito e o mais lato classicismo de Paulo Brito e Abreu, nesta nossa língua latina vertidos, foi cultivado com Camões e com os autores clássicos, mas numa escola muito especial, cujo brilho eclodiu nos anos sessenta, e por aí adiante nos veio atingindo em sucessivas ondas de choque, patente num dos seus títulos mais expressivos : "A minha tropa foram os Rolling Stones".

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"A minha Tropa foram os Rolling Stones»
Defesa apaixonada de Paulo Brito e Abreu: o Poeta em Pé
(Por Jorge Telles de Menezes)


A poesia do meu amigo Paulo Brito e Abreu é a poesia de um homem íntegro. Dito de outro modo, ela é a poesia de um poeta levantado. De um Poeta em Pé.
Nesta grotesca «feira de vaidades» do nosso mundo pós-moderno, no qual os «universos interiores» dos poetas estão imersos, como é difícil manter a integridade de carácter, isto é permanecer coerente com a chama prometaica que nas evagatórias ideações da juventude se soltou um dia do coração generoso de um poeta em formação. Ser coerente com a chama prometaica é, para nós poetas, ser coerente com a linguagem, a matéria primordial desta arte. Que beleza existe em ver como o Paulo não «assentou na vida» porque esta tumulteia, efervescente, como sempre é a origem da vida, nas suas veias pletóricas de palavras incorruptas. Quem está vivo não está assentado, poderia ser um lema para qualquer geração nova e rebelde. Mas o que fica, habitualmente, de todas as gerações novas e rebeldes? Uma multidão de seres assentados, que não obstante estarem vivos, reproduzem apaticamente gestos eternamente vulgares (se bem que ainda necessários) de toda a humanidade.

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