Laurel e Hardy constroem muros. Hoje, amanhã e no dia depois de amanhã. Laurel e Hardy constroem muros. É o que fazem. É o que são.
Não conhecem a finalidade da obra. Não conhecem o mandante da obra. Estão sós num espaço inóspito e desconhecido, tendo por guia apenas um livro de instruções que procuram seguir à risca, receando ser castigados. Conseguirão concluir a tarefa?
Laurel e Hardy vão para o céu é uma de três peças de teatro escritas por Paul Auster nos anos 70, num tempo em que o agora famoso romancista lutava para sobreviver dos parcos rendimentos obtidos com a actividade como escritor profissional. A estreia – um retumbante fracasso, segundo o próprio autor – teve lugar em 1977, num estúdio da Rua 69 em Nova Iorque, onde sete anos antes Mark Rothko, o artista plástico, se suicidara.
Laurel e Hardy vão para o céu é uma comédia amarga sobre a perda de identidade do homem contemporâneo face ao mundo globalizado e desumanizado que o rodeia, que carrega a forte influência, por um lado, de À espera de Godot, de Samuel Beckett e, por outro, das comédias burlescas de Stan Laurel e Oliver Hardy – conhecidos em Portugal como Bucha e Estica –, que marcaram Hollywood nos anos 30.
Trailer Assista a um excerto do espectáculo (gravado no Centro Cultural Olga de Cadaval).
A Análise de Ricardo Ventura "Henrique IV, o Rei Louco, DRESS-UP é, a todos os níveis, um espectáculo notável e imperdível." Leia a análise completa
Sinopse
Um homem cai do cavalo e bate com a nuca. Ao recuperar a consciência, julga ser Henrique IV, o trágico Imperador da Alemanha. Durante 20 anos, o seu abastado sobrinho Di Nolli financia uma elaborada farsa numa vila remota, onde actores fazem as vezes de conselheiros do monarca e simulam a vida na corte do séc. XI, para contento do “louco”.
Agora, Dona Matilde e Belcredi chegam à “corte” acompanhados do Doutor Dionísio Genoni, reputado especialista em males do espírito, apostados em resgatar Henrique IV da sua loucura.
Mas o paciente vai revelar-se mais difícil e intrigante do que o esperado…
É este o ponto de partida para a intriga de “Henrique IV”, texto do italiano Luigi Pirandello (agraciado com o Prémio Nobel da Literatura em 1934), considerado por alguns a sua obra-prima. Trata-se de um estudo sobre a comédia e a tragédia da loucura, sobre a ténue fronteira entre realidade e ilusão, que reflecte as experiências do próprio autor com a sua mulher, que se debateu com problemas do foro mental durante toda a sua vida.
Henrique IV, o Rei Louco, DRESS-UP: o vídeo Este espectáculo, com dramaturgia e encenação de Nuno Vicente a partir do clássico de Luigi Pirandello, foi apresentado na Casa de Teatro de Sintra e no Teatro Cinearte/A Barraca. Para todos aqueles que perderam a oportunidade de assistir ao vivo ao espectáculo, aqui fica um breve excerto do mesmo.
Nos bastidores de Henrique IV, o Rei Louco, DRESS-UP
Uma viagem pelos bastidores de Henrique IV. o Rei Louco, DRESS-UP: cerca de 150 fotografias que mostram a azáfama dos actores antes de cada representação.
Fotografia: Francisco Gomes e Paulo Martins Música: Bruno Béu
O malvado Dom Bom Bom roubou o Dia de Natal. Sem Dia de Natal também não há véspera de Natal, nem consoada, nem presentes... que horror! Será que o Sr. Bigodão Doce e os seus amigos vão conseguir recuperar o Dia de Natal?
Sinopse Tó Sonecas prepara o Natal em sua casa. Contando os dias que faltam para o dia mágico, descobre... que falta o Dia de Natal! Assustado, corre a procurar a ajuda do Sr. Bigodão Doce e da Abóbora Menina. Juntos, analisam o problema: sem Dia de Natal também não há véspera de Natal, nem consoada, nem presentes... que horror!
É então que recebem uma chamada telefónica do terrível Dom BomBom: ele roubou o Dia de Natal e agora pede um avultado resgate – um conjunto de estranhos presentes, impossíveis de encontrar – para o devolver.
O Sr. Bigodão Doce e os seus amigos vão percorrer o mundo inteiro numa aventura cheia de perigos e peripécias. Será que vão conseguir recuperar o Dia de Natal?
“O utopismo consiste na ideia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real. O «utopismo» é um
modo não só absurdamente optimista, mas também irreal de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem.”
- in Wikipedia (marca da utopia contemporânea do saber virtual)
Micro Utopias é um ciclo de quatro performances desenvolvidas em torno do tema da utopia versus distopia, a partir de textos fundamentais da filosofia renascentista e contemporânea, de textos dramáticos e textos da literatura de ficção científica.
Partindo da pergunta “Que utopias são possíveis na contemporaneidade?”, desenvolvemos quatro performances com uma forte componente audiovisual que procuram abrir quatro possibilidades de questionamento artístico e filosófico, que pretendemos partilhar num ponto de encontro da “Geração MTV”.
Performances:
Fim com Bomba Siga o link para obter fotos e assistir ao vídeo.
Antecipar Siga o link para obter fotos e escutar o podcast.
Utopia Siga o link para obter fotos e assistir ao vídeo.
Um espectáculo visualmente expressionista com personagens em registo naturalista, procurando um efeito patético; de arquitectura renascentista com nuances simbolistas e espírito rococó; construção de personagem à Stanislavsky e desenho de luzes à Bob Wilson. Um espectáculo feminista-demodée sobre maldades, mentiras, fealdade e redenção. Um espectáculo que põe em diálogo seis mulheres, duas épocas, dois planos, duas interpretações.
Joga-se ora o século XVI ora o XXI. Joga-se a transposição para teatro comercial de uma investigação histórica académica. Joga-se a vivência de seis mulheres no espaço de um teatro em luta pela suposta verdade de três personagens. Joga-se a experiência absurda de um morto no Iraque a ladear três outros fantasmas históricos.
Se já está confundido... bem vindo à nossa Era Híbrida, bem vindo a Renaissance!