Policial 2 - Chinese Connection Criar PDF Versão para impressão Enviar por e-mail
[Dezembro 2009 - Abril 2010]

Press-Release
Cartaz (JPEG, 300 dpi)
Fotos de cena (JPEG, 2000x1333 px, 72 dpi)

É um policial falhado – ou de tiro ao lado.
Não tem um morto – mas tem um rapto.
Tem detectives – mas incapazes de desatar nós ao novelo.
Tem três espias – mas uma delas só quer ir para o convento.
Não tem tiroteios – mas há uma arma a rolar de mão em mão.
Em Policial 2 – Chinese Connection há documentos tão secretos que para sempre secretos ficam. Há duas suspeitas e uma mulher indecisa que faz de todos indecisos.
Tudo se passa em mais uma festa de família Galiano, desta feita em redor de projecções de cinema com bobines de película misteriosas e a luz a falhar vezes de mais. É uma festa que “descolou” e na qual ninguém sabe bem como se comportar a cada novo golpe de surpresa – público incluído.
Sair deste espectáculo com mais pistas obscuras que respostas claras é garantido. Afinal, até mesmo entre a família Galiano ninguém parece saber muito.
Atreva-se a aceitar o convite para esta festa de família invulgar. Atreva-se a fazer parte desta vertigem.










Trailer

Assista a um excerto do espectáculo (gravado na Casa de Teatro de Sintra).




Fotos de Cena

Fotógrafo: Francisco Gomes
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Ficha Técnica e Artística
  • Texto e Encenação: Nuno Vicente
  • Música Original e Sonoplastia: Bruno Béu
  • Desenho de Luz e Vídeo: Rui Braz
  • Guarda-Roupa, Cenário e Adereços: Nuno Teixeira | Nuno Vicente | Raquel Ferreira
  • Interpretação: Ana Beatriz Canelo, André Sobral, Carla Dias, Carla Guerreiro, Cláudia Faria, Maria Barracosa, Maria João Simões, Paulo Cintrão
  • Participação Especial: Carla Trindade, João Mais, Paulo Campos dos Reis
  • Produção: Rui Braz
  • Apoio: Câmara Municipal de Sintra, Chão de Oliva, Floresta Center, Actual Sintra, Cidade Viva, Correio da Cidade, Jornal da Região, Jornal de Sintra
  • Agradecimentos: João Frazão


O que é Policial 2 - Chinese Connection?



Tudo começou aqui:
"Policial", de 2006
É inevitável na Arte do Teatro: gastam-se neurónios a escavar, camada a camada, uma plataforma de entendimento que sirva de ponte entre artistas e público – e há sempre quem nunca entenda nada.

Então, decidi-me: esta é uma peça dedicada a esse público-alvo. Toda uma carpintaria de cena a construir uma estrutura à medida de quem nunca entende nada de Teatro.

Não há “transcendência” a buscar em Policial 2 – Chinese Connection. Há, isso sim, o supremo gozo de juntar um bom naipe de actores ao prazer de divertir o público. Há o propósito de envolver, surpreender o público, embalá-lo numa viagem, de non-sense em non-sense, de pista vaga a vaga pista, numa vertigem de carrossel.

No fundo, é assumir, em primeiro lugar, o prazer lúdico – sim, confesso, infantil – de desmontar uma boneca matrioska numa sala de espelhos deformadores num qualquer espectáculo de apresentações bizarras, num tempo e espaço já esfumado, já mítico. Costuma afirmar-se que cada dramaturgo, cada encenador, “recicla” sempre os mesmos “materiais”, os mesmos “fantasmas” de perseguição existencial, de espectáculo em espectáculo. Como criador artístico não me excluo dessa consideração.

Por detrás de cada peça da Utopia Teatro, de uma lista já longa, há sempre elementos comuns que, em última instância, conduzem sempre às mesmas questões, básicas e essenciais: que sentido para o fingimento? O duplo propósito da máscara: ocultador e revelador. Sempre as mesmas lições a relembrar: quem pretendemos convencer? Do quê? Porquê? Como? E lá entramos nós no labirinto, com esperança que o fio de Ariadne nos guie… A demarcação da fronteira entre actor e personagem, sempre uma ferida em aberto. A dependência da convenção teatral e das suas “verdades” e “falsidades” do outro lado do espelho: esse pacto sobrenatural que se estabelece com o público, a partir do qual me rejo como “ritual de exorcismo e transcendência humana a partir da pulsão artística…”

O mote para Policial 2 – Chinese Connection poderia ser: “Por onde paira a verdade?”

Desta vez, a questão é aplicada no cenário, ideal, dos policiais estereotipados dos anos 50, aproveitando todos os clichés da chamada “guerra fria”, em que a arte da dissimulação, das suspeitas, sabotagens, conspirações e jogos de espiões estava ao rubro, por debaixo do gelo aparente.

Desta vez, tudo conflui para o espaço de um suposto cine-estúdio, por ocasião de uma festa da qual o público é, literalmente, o convidado de honra atirado para o meio da família Galiano, mistura explosiva de sangue azul e loucura artística congénita e de bizarras excentricidades.

Nuno Vicente
 
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