| 10 anos de Utopia |
|
|
|
O Concelho de Sintra, sendo um dos maiores concelhos do país, tanto em área geográfica como em população residente, e apesar da sua envergadura patrimonial e enquanto destino turístico, é um concelho extremamente carenciado em infraestruturas culturais: para além de algumas pequenas salas municipais de parcos recursos, apenas o Centro Cultural Olga Cadaval se destaca, sendo que a administração deste espaço tem revelado pouca sensibilidade aos projectos dos criadores locais. A carência é agravada pela dependência face a Lisboa, onde aí sim se concentram criadores e infraestruturas – contudo, não é em Lisboa que se concentra o público potencial, mas sim nos subúrbios em redor da capital. Cremos que não é errado, face a este panorama, afirmar que a macrocefalia de Lisboa coloca todas as regiões em seu redor – Sintra incluída – numa situação de carência em termos culturais. No caso do concelho sintrense, esta carência é tanto mais grave se considerarmos que Sintra é a única área a nível mundial consagrada pela Unesco como Paisagem Cultural, consagração essa atribuída com base na “sábia harmonia, ao longo dos séculos, entre o trabalho do homem e da natureza”. Ora, parece-nos que, ao entrarmos no séc. XXI, essa harmonia se está a perder, como as constantes ameaças de desclassificação por parte da Unesco parecem confirmar. Tendo estes aspectos em conta, parece-nos de extrema importância continuar a apostar a) num trabalho dramatúrgico especificamente sintrense, mas de alcance global, segundo o mote think global, act local; e b) e na promoção da criação e fixação de novos públicos, continuando a produzir e a apresentar trabalhos em Sintra, como tem vindo a ser prática da Utopia Teatro: Centro Histórico (jardins e fontes de Sintra), Palácio Nacional da Vila de Sintra, Palácio Valenças, Antiga Cadeia de Sintra, Convento dos Capuchos, Palácio da Pena, entre outros. |
||||||||
| < Anterior | Seguinte > |
|---|



